Bancos expandem suas atividades para a comercialização de energia elétrica no mercado livre.

As comercializadoras de energia, companhias em franca expansão e modernização, são as responsáveis pela intermediação entre os produtores e consumidores no Ambiente de Contratação Livre (ACL) para a redução dos custos da transação, a fim de reduzir a exposição de ambas as partes, dando maior liquidez e equilíbrio à racionalidade econômica de custos e déficits contratuais e, ao fim e ao cabo, viabilizar e incentivar a competição nesse mercado.

Com a redução da taxa Selic e o aumento da demanda no Mercado Livre de Energia, grandes bancos, como Itaú Unibanco, BMG, Santander e BTG Pactual (essas duas já há algum tempo) estão criando as suas próprias comercializadoras, no intuito de diversificar suas fontes de receita e aumentar o portfólio de serviços aos clientes.

Além da entrada desses novos players darem maior liquidez e competitividade ao ACL, certamente também incentivará a sua expansão, cuja expectativa, a médio e longo prazo, é que seja aberto aos consumidores com demanda superior a 500 kW a partir de 2023, triplicando o valor negociado no Mercado Livre, que só em 2019 foi de R$ 134 bilhões, de acordo com o Valor Econômico.

Muito embora o Mercado Livre ainda seja um negócio de risco, em razão da sua baixa liquidez e a volatilidade do setor energético, a entrada de grandes bancos no ACL revelam uma tendência natural e uma grande expectativa de crescimento em uma área cuja modernização pode alavancar a economia brasileira.

Fonte: Valor Econômico